Marketing Digital politico

Depois de ter aberto “as portas” da minha sala de aula no curso de Comunicação Digital no ISCIA à Daniela Gonçalves para falar sobre trabalho remoto e à Joana Rita Sousa para falar sobre Twitter, desta vez fui eu a convidada em outra aula.

O convite surgiu da Professora Doutora Carla Gabriel do Instituto Superior Miguel Torga, no âmbito UC de Marketing das Organizações Políticas e Economia Social da licenciatura em Comunicação Empresarial, onde estive a falar sobre o papel do marketing digital nas últimas eleições políticas.

Fica aqui um resumo dessa aula, onde falámos de Cambridge Analytica, Donald Trump, Jair Bolsonaro e das últimas eleições em Portugal, entre outros.

Marketing Digital ≠ Marketing Digital Político

Um dos temas que abordei foram algumas das especificidades que a comunicação de causas políticas (e sociais) têm face à comunicação de produtos de uma empresa/marca.

Por exemplo, sabia que para garantir a transparência dos anúncios e a integridade eleitoral as redes sociais, como o Facebook e Twitter, exigem que quem está a criar anúncios relacionados com questões sociais, eleições ou política obtenha autorização?

Veja aqui como obter autorização do Facebook para publicar anúncios relacionados com questões sociais, eleições ou política no seu país de residência e aqui a política e restrições do Twitter em relação a anúncios com base em causa.

Como é que o Trump e o Bolsonaro ganharam as eleições

Marketing de persuasão, redes sociais, publicidade na Google e aplicações de chat. Foram diversas as táticas e plataformas digitais que estes candidatos (agora presidentes) utilizaram para ganhar as eleições nos seus países:

Presidenciais 2016 em Portugal

E enquanto Donald Trump ganhava a presidência nos EUA após implementar diversas táticas de marketing digital, em Portugal os nossos candidatos estavam no digital, porque tinham de estar mas sem qualquer estratégia.

Veja no vídeo em baixo um resumo da análise dos candidatos em 2016 à nossa presidência.

Legislativas 2019 em Portugal

3 anos depois, já vimos algumas melhorias nas táticas usadas pelos nossos políticos, mas a utilização das redes sociais ocorreu ainda de forma bastante amadora.

Veja aqui como é que os diversos partidos e candidatos utilizaram as redes sociais nas legislativas em 2019.

Monitorização de redes sociais para política e eleições

No final, partilhei ainda algumas dicas e ferramentas para os alunos usarem para comparar diversos perfis nas redes sociais:

  • Google Alerts: uma ferramenta gratuita da Google que nos permite monitorizar o que está a ser dito sobre nós (e concorrentes) na web;
  • Listas do Twitter: funcionalidade do Twitter que nos permite acompanhar diversos perfis, sem ter de os seguir. É uma boa opção para, por exemplo, monitorizarmos o que os outros candidatos andam a partilhar nesta rede, sem saberem que os estamos a monitorizar;
  • Social Media Benchmarking Tool: ferramenta gratuita que nos permite comparar 2 páginas de Facebook em termos de interação, conteúdos, entre outros.

Deixo aqui também um whitepaper gratuito sobre monitorização de redes sociais para política e eleições: